Farmacêutica revisa projeção anual para cima após faturamento recorde de US$ 19,8 bilhões e aprovação histórica de GLP-1 em comprimido
A Eli Lilly and Company iniciou o ano de 2026 com um desempenho financeiro histórico, reportando uma receita mundial de US$ 19,8 bilhões no primeiro trimestre. O resultado representa um crescimento de 56% em relação ao mesmo período do ano anterior, consolidando a liderança da companhia no mercado de terapias metabólicas. O salto foi impulsionado pelo volume de vendas do Mounjaro e do Zepbound (ambos baseados na molécula tirzepatida), que compensaram a redução nos preços praticados em mercados estratégicos.
Um dos principais marcos do trimestre foi a aprovação, pelo FDA, do Foundayo, o único comprimido de GLP-1 que permite administração em qualquer horário, sem restrições de ingestão de água ou alimentos. Segundo David A. Ricks, CEO da Lilly, a inovação deve ampliar drasticamente a base de pacientes elegíveis ao tratamento. Diante do cenário positivo e de um avanço de 160% na receita de áreas como Imunologia, Oncologia e Neurociência, a multinacional elevou sua projeção de receita para o fechamento de 2026 em US$ 2 bilhões.
Desempenho global e investimentos em P&D
A demanda pelo Mounjaro fora dos Estados Unidos foi um dos grandes motores do trimestre, com a receita internacional saltando para US$ 4,4 bilhões, influenciada especialmente pela expansão no mercado chinês. Nos EUA, o Zepbound registrou crescimento de 79%, atingindo US$ 4,1 bilhões, mesmo com a aplicação de reduções de preços para a modalidade de pagamento à vista. A margem bruta da companhia permaneceu robusta, encerrando o período em 81,9%.
A Eli Lilly também reafirmou seu compromisso com a inovação ao investir US$ 3,5 bilhões em pesquisa e desenvolvimento (P&D) apenas neste trimestre, um aumento de 28%. Os recursos foram direcionados ao fortalecimento do pipeline de novos fármacos e à conclusão de quatro aquisições estratégicas. Com um lucro líquido de US$ 7,4 bilhões, a farmacêutica demonstra fôlego financeiro para sustentar a expansão de sua infraestrutura produtiva e comercial, preparando-se para os próximos lançamentos globais planejados para o decorrer do ano.